Sinusectomias
Cirurgia para sinusite (Sinusectomia)
Indicações:
Pacientes com sinusite crônica com ou sem polipose nasal, que apresentam queixa de nariz tampado, associado ou não a redução do cheiro e presença de catarro no nariz que constantemente cai para a garganta, e não melhoram com o tratamento clínico.
Objetivo:
Melhorar a drenagem dos seios paranasais (seios da face), facilitando a eliminação do catarro preso nos seios e promovendo a ventilação dos mesmos, bem como melhorar a sensação de nariz tampado. No caso da presença da polipose nasal, pretende-se remover os pólipos do nariz.
Técnica Cirúrgica:
Todo o procedimento é realizado por dentro do nariz, com uma câmera denominada endoscópio, de forma que o paciente não apresenta cicatrizes no pós-operatório. A cirurgia consiste em remover delicadamente estruturas que dificultam a drenagem dos seios da face com instrumentos adequados, facilitando a drenagem de catarro produzido diariamente pelos seios.
De acordo com o seio da face acometido, pode-se ampliar a drenagem do seio maxilar, etmoidal, frontal ou esfenoidal. Os pólipos nasais, quando presentes, são removidos bilateralmente. Geralmente nossa Equipe Médica NÃO utiliza tampões dentro do nariz, o que causa um maior conforto pós-operatório ao paciente.
Obs: A cirurgia de correção do septo pode ser realizada em conjunto com a cirurgia da sinusite, especialmente quando o desvio de septo obstrui a via de acesso para os seios da face.

Rinosseptoplastia
A rinosseptoplastia é a cirurgia que combina o tratamento de desvio do septo com a correção de defeitos estéticos do nariz. Quando existe a indicação dos dois procedimentos, o ideal é que sejam realizados numa mesma cirurgia. Os resultados do pós-operatório costumam ser muito melhores, tanto da parte estética quanto da parte respiratória.
Quando é indicada?
A correção de desvio de septo é indicada quando o desvio prejudica a respiração de uma das narinas, ou dos dois lados no caso de desvios mais acentuados e sinuosos. É raro encontrar uma pessoa que tenha o septo totalmente reto, mas isso não significa que qualquer desvio mereça correção - o grau do desvio e a sua localização que determinam a indicação. Em geral, quanto mais anterior for o desvio de septo, próximo das narinas, mais obstrutivo ele é, pois esta área é mais estreita (dita área de "válvula nasal"). Estes desvios mais anteriores, principalmente quando localizados na ponta do nariz, podem também causar a "ponta nasal caída". Nestes casos, a correção, além de melhorar a parte funcional, deixa a ponta nasal mais projetada ou arrebitada, o que é um efeito esteticamente desejado, principalmente nas mulheres.
Toda mudança estética deve ser avaliada individualmente, de acordo com as expectativas da pessoa e da possibilidade do resultado desejado. As maiores queixas são relacionadas à ponta nasal, em geral caída e grande, o dorso ósseo, em geral elevado formando o que chamamos de giba ou calo ósseo, e o nariz largo. Lembrando que tudo deve ser discutido para que o resultado seja harmonioso.
Quando não é indicada?
A cirurgia não deve ser indicada quando o desvio de septo não é obstrutivo ou quando a causa da obstrução nasal é outra. A rinite é uma doença muito comum e que pode dar a sensação de nariz "entupido" por causa do aumento dos cornetos nasais, dita "carne esponjosa". Nestes casos, é fundamental fazer um tratamento adequado da rinite com medicamentos antes de se indicar cirurgia. Se for recomendada a cirurgia do septo, em geral se associa um procedimento para redução do volume dos cornetos, a turbinectomia.
Quanto à parte estética, ter expectativas reais da cirurgia é fundamental para o sucesso. Cada pessoa é diferente e o planejamento da cirurgia deve levar em conta as características do rosto e da pele da pessoa, caso contrário o resultado fica artificial. Não devemos comparar pessoas entre si, apenas o momento atual da pessoa com o que pode ser mudado. Se a pessoa apresentar uma distorção corporal, ou seja, uma visão irreal da sua aparência física, o procedimento não deve ser realizado até tudo estar esclarecido.
Além disso, existe uma preocupação com a parte funcional do nariz. Se houver risco de a correção estética prejudicar a respiração, a programação precisa ser revista com o paciente. Como exemplo temos técnicas de estreitamento do dorso nasal nos casos de nariz largo que podem produzir um nariz esteticamente bonito, porém com pouca passagem do ar.
Quem realiza a cirurgia?
Tanto o otorrinolaringologista quanto o cirurgião plástico estão habilitados a fazer a cirurgia de rinosseptoplastia. De forma geral, quando o paciente se queixa de dificuldade respiratória ou existe a preocupação de a cirurgia piorar a parte funcional do nariz, o otorrinolaringologista deve ser procurado.
O pré-operatório
No pré-operatório, o médico deve esclarecer todas as dúvidas do procedimento. São tiradas fotos para estudo das técnicas cirúrgicas e acompanhamento pós-operatório. Pode ser necessário exame de tomografia da face para avaliar as estruturas internas.
Como qualquer cirurgia, são solicitados exames gerais de sangue (incluindo testes de coagulação) e eletrocardiograma. A avaliação com um clínico geral ou cardiologista é importante, e conforme esta avaliação, podem ser necessários exames adicionais.
Como funciona a cirurgia?
A cirurgia pode ser feita de forma aberta ou fechada. Na via aberta, é feita uma incisão na pele e descolado o nariz. Esta via é preferida quando são necessárias correções mais complexas, porque o cirurgião tem melhor visualização das estruturas nasais. Em geral, o corte é muito discreto, quase imperceptível com a cicatrização.
Na forma fechada, a incisão é feita dentro do nariz, sem pontos externos. Esta incisão é preferida quando os problemas são mais fáceis de corrigir ou quando a pessoa tem histórico de problemas de cicatrização da pele.
Das duas formas, a cirurgia em geral começa com a correção do desvio de septo. A cartilagem desviada removida é usada como enxerto para remodelar a parte estética. Os passos realizados pelo médico variam conforme o que se pretende modificar. São feitas correções como retirada da giba óssea, estreitamento ou alargamento do dorso nasal (no caso de nariz estreito) e remodelamento da ponta nasal. A ponta nasal, por ter estruturas delicadas, requer mais cuidados da parte do cirurgião.
Anestesia
A anestesia pode ser local com sedação ou geral. Cada método apresenta vantagens e desvantagens. A anestesia local com sedação é menos invasiva, o paciente não sente dor, mas permanece acordado, podendo ouvir barulhos dos instrumentos e do médico realizando a cirurgia, o que pode ser muito incômodo para alguns pacientes. Na anestesia geral, o paciente fica desacordado e respira por aparelhos. É preferida quando o procedimento demanda várias horas, sendo mais confortável para o paciente. A escolha precisa ser avaliada individualmente.
Riscos da cirurgia
Os principais riscos da cirurgia são relacionados a anestesia, à parte estética e funcional e ao sangramentos nos primeiros dias após a cirurgia.
Riscos envolvendo a anestesia incluem, por exemplo, reações alérgicas aos medicamentos usados, que hoje em dia, com medicações mais modernas, são baixos. Também pode haver algum risco cardíaco, por isso é importante fazer exames pré-operatórios.
Quanto à parte estética, pode ocorrer a permanência do problema. Por isso o diálogo entre o médico o paciente sobre as reais expectativas da cirurgia é fundamental. Além disso, também pode ocorrer a piora da respiração se a correção estética não for bem calculada ou esclarecida.
O nariz é uma estrutura muito vascularizada. Sangramentos em pequena quantidade são muito comuns nos primeiros dias de pós-operatório, por isso é indicado repouso por uma a duas semanas. O uso de tampões nasais pode ser necessário se o risco de sangramento for maior. Neste caso, o cirurgião retira os tampões cerca de dois ou três dias após a cirurgia.
Pós-operatório
O pós-operatório da rinosseptoplastia costuma ter dor leve a moderada, que é resolvida com analgésicos. Uma queixa comum é a sensação de nariz entupido, devido ao inchaço das estruturas nasais internas pela manipulação durante a cirurgia. A dificuldade respiratória tende a melhorar na primeira até a segunda semana. É importante fazer uma boa limpeza nasal, várias vezes ao dia, para evitar acúmulo de secreções que possam infeccionar.
Existe também inchaço da parte externa e, dependendo do caso, a presença de hematomas. O inchaço da face demora mais tempo para regredir. Esperamos de seis meses até um ano para completa regressão do inchaço, mas com 1 a 2 meses já podemos visualizar o nariz bem delineado.
O cirurgião pode colocar um curativo externo como molde para garantir a estabilidade das estruturas nasais e evitar algum trauma, que poderia comprometer o resultado estético. Antigamente, colocava-se um gesso e, atualmente, usa-se uma fita adesiva porosa, que se molda ao nariz.
Quanto à posição para dormir, a pessoa deve dormir com a cabeça elevada na primeira semana e evitar dormir de lado, para não ter dor caso pressione o nariz contra o travesseiro. Como cuidado adicional, é recomendado evitar exposição ao sol e usar protetor solar mesmo em ambientes internos. Hematomas desaparecem em duas ou três semanas, sendo importante a proteção solar para não manchar a pele.

Tratamento de fratura nasal
Fratura de nariz é definida como a fratura dos osso nasais.
Esta lesão responde por quase metade de todas as fraturas da face. Este fato é compreensível principalmente por causa de sua localização e sua anatomia.
Localizado em região central da face, o nariz faz proeminência na região anterior cabeça. Por isso, fica frequentemente exposto aos traumas desta região.
Além disso, o nariz é constituído de partes moles (pele, músculos e cartilagens) e ossos delicados. Estes quebram com mais facilidade que os outros ossos da face.
As principais causas de fratura de nariz são as agressões, os acidentes, a prática de atividades esportivas e as quedas.
Nas crianças as quedas são as principais causas de fratura nasal.
A história de trauma de face e, principalmente, no nariz deve levantar a suspeita de fratura nasal.
Os sintomas abaixo devem ser avaliados e, se presentes, reforçam a suspeição de fratura:
Inchaço (edema) na face ou no nariz;
Sangramento nasal (epistaxe);
Tensão ao palpar o nariz;
Dificuladade para respirar;
Nariz com equimose (manchas roxas);
Região das pálpebras com manchas roxas;
Nariz torto ou deformado;
Crepitação ao tocar o nariz;
Dor e dificuldade de respirar;
Qualquer outra anormalidade no nariz quando associado ao trauma local.
O que fazer na suspeita de fratura de nariz?
Procure um serviço de urgência para uma avaliação inicial.
O médico emergencista realizará um exame completo do paciente inclusive da cabeça, pescoço e face.
Às vezes, o paciente pode ter lesões que são, inicialmente, mais importantes que o trauma de face.
O diagnóstico da fratura de nariz pode ser realizado com:
Exame minucioso do nariz externamente e internamente utilizando instrumentos específicos;
Radiografia de face;
Tomografia de face (considerado o melhor exame de imagem para este diagnóstico);
Nasofibroscopia.
Sinais de alerta no trauma de nariz (avise seu médico imediatamente):
Sangramento (epistaxe) por mais de 5 minutos que não pára;
Sangramento volumoso;
Líquido claro drenando do nariz;
Outras lesões da face ou corpo;
Ferimento cortante do nariz ou face;
Perda da consciência;
Vômitos repetidos;
Dor de cabeça forte ou que não melhora;
Diminuição ou alteração da visão;
Dor no pescoço;
Confusão mental;
Fraqueza nos braços ou nas pernas;
Impossibilidade de respirar pelo nariz;
Dificulade respiratória.
Tratamento da fratura de nariz:
Conservador ou não cirúrgico:
Será indicado pelo cirurgião plástico, quando não há alteração funcional ou desalinhamento das estruturas nasais.
Analgésicos, anti-inflamatórios, descongestionate, compressas frias e repouso geralmente são suficientes.
Tratamento cirúrgico:
Será indicado quando há distorçao do nariz com desalinhamento dos ossos, sangramento (epistaxe) que não cessa, hematoma no septo nasal, ferimentos abertos no nariz;
Pode ser realizada de imediato ou após a diminuição do edema (inchaço).
Nos sangramento nasais pode ser necessária a introdução de tampão ou mesmo um procedimento cirúrgico para parar o sangramento.
Os casos cirúrgicos são realizados prefencialmente no centro cirúrgico sob anestesia geral.
Estes casos são tratados prefencialmente antes de 7 a10 dias para evitar consolidação dos ossos.
Previna-se dos traumas de face:
Evite o abuso de álcool ou drogas. Muitos dos traumas de face ocorrem em pessoas alcoolizadas.
Utilize sempre o cinto de segurança. Comprovadamente esta conduta diminuio o trauma de face e diminui o número de mortes nos acidentes.
Siga à risca as orientações de segurança quando participar de esportes ou atividades de recreação;
Certifique que as cadeirinhas das crianças para automóveis cumprem as normas de segurança.

Dacriocistostomia Endoscópica
Abertura do saco lacrimal, feita por vídeo endoscópio.

Turbinectomia
Uma turbinectomia é um procedimento cirúrgico que é usado para ajudar a aliviar a congestão nasal crônica.

Septoplastia
É a cirurgia do nariz indicada para pacientes que possuem desvio na estrutura do septo nasal e queixa de obstrução nasal constante. Através de incisões feitas por dentro do nariz, é realizada a correção e retificação do septo nasal. Dessa forma, ocorre aumento no volume da cavidade nasal e melhora do fluxo de ar. Ao final do procedimento, estabiliza-se o novo septo nasal por meio da colocação duas fitas plásticas, chamadas de splint, que mantêm o novo septo nasal alinhado nos primeiros 7 dias. Esta cirurgia é realizada sob anestesia geral e o paciente necessita de pernoite no hospital, repouso domiciliar de 7-10 dias e afastamento das atividades físicas por 30 dias.